Tipos de Parto
- 23 de set. de 2017
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Vários países procuram estratégias para promover o parto normal, como evento fisiológico na vida da mulher, com o menor número de intervenções técnicas possível, de modo que a parturiente possa tomar decisões informadas e possa participar ativamente de todo o processo do parto, garantindo o acesso, a segurança e a qualidade na assistência ao parto normal, seguindo assim, as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a OMS, o parto é de início espontâneo, de baixo risco no início, permanecendo assim durante todo o trabalho de parto e parto. O bebê nasce espontaneamente, entre as 37 e as 42 semanas completas de gravidez. Depois do nascimento, a mãe e o bebê apresentam-se em bos condições. Com o passar do tempo, e com as várias formas de parir e de se assistir ao parto, foram surgindo alguns títulos: O médico francês Leboyer, na década de 70, popularizou uma forma mais amena de se nascer: pouca luz, silêncio, sem violência, banho do bebê perto da mãe, amamentação precoce. No mundo inteiro esses partos ficaram conhecidos por "Parto Leboyer". Michel Odent, também na França, começou a usar banheira com água quente para o conforto das parturientes. De lá para cá, o "Parto na Água" tem sido utilizado no mundo inteiro, em banheiras especiais ou improvisadas. Estudos científicos comprovam que o uso da água quente no trabalho de parto é um excelente coadjuvante no combate à tensão e à dor. No Brasil o Dr. Moysés Paciornik estudou comunidades indígenas e resgatou o parto verticalizado. Criou com seu filho Dr. Cláudio Paciornik uma cadeira para ser usada em hospitais, que permitia várias posições para a mãe. Hoje temos disponível, uma forma mais moderna, a banqueta de parto. Contudo, se a mulher tem a liberdade de movimentação respeitada, o "parto de cócoras" acontece sem esses adereços. O termo "Parto Natural", surgiu na intensão de um resgate do evento fisiológico que é o parto, sem intervenções, sem anestesia, respeitando cada fase, cada corpo, cada indivíduo. Único, como é para cada mulher que vive essa experiência. No entanto o termo "Parto Natural" muitas vezes tem sido utilizado como sinônimo de "Parto Vaginal", o que nem sempre é verdadeiro. Um parto vaginal com episiotomia, rompimento artificial da bolsa d'água, aceleração com soro e ocitocina, anestesia, raspagem dos pêlos, entre outras intervenções, não pode ser classificado com o nome de "Parto Natural".
O local do parto que antes ocorria no ambiente doméstico e passou para o hospital com o suposto objetivo de melhorar a segurança para a mãe e a criança, tem sido tema de muitas discussões na obstetrícia. Por se tratar de um processo natural e fisiológico, existem muitas razões para que a mulher seja apoiada no parto em um ambiente quieto, seguro e que lhe seja familiar. A opção de "parto domiciliar planejado" é uma alternativa para muitas mulheres que assim o desejarem e que não possuam algum fator de risco que as levariam à necessidade de buscar o ambiente hospitalar. O "Parto sem dor" teve início nos Estados Unidos, é um treinamento baseado em técnicas respiratórias, de relaxamento e de concentração das gestantes. O objetivo é deixar a mamãe preparada para o parto e deixá-la segura de todo o processo, assim terá muito menos dor do que uma mulher assustada e tensa. No Brasil, "parto sem dor" é o parto com a aplicação de anestesia peridural ou raquianestesia. Embora o alívio completo da dor que a anestesia pode proporcionar, é importante, para bons resultados, ponderar essa vantagem em função dos riscos potenciais, que são consideráveis. O preço do alívio da dor, pode afetar o bebê e até resultar em um parto complicado. Atualmente um novo termo tem sido utilizado: "Parto Humanizado", que, para o Ministério da Saúde, significa que as gestantes podem escolher as posições em que se sintam mais confortáveis na hora do parto, jejum não é obrigatório, presença de doulas e/ou acompanhante, respeito a presença da família e a intimidade da gestante, uso de métodos não farmacológicos para o alívio da dor: banhos quentes, massagens e técnicas de relaxamento, direito ao uso de anestesia, contato pele a pele imediato da mãe com a criança após o nascimento, evitar a separação mãe-filho na primeira hora após o nascimento, reduzir altas taxas de intervenções desnecessárias, como episiotomia(corte no períneo), uso de ocitocina, manobra de Kristeller (empurrar a barriga da mãe), cesariana e aspiração naso-faringeana do bebê.
A "cesárea" é o nascimento do bebê através de um procedimento cirúrgico, realizada em baixo ventre. A cirurgia cesariana moderna é uma intervenção obstétrica que salva vidas, quando há indicação médica por uma dificuldade ou emergência obstétrica. Entretanto, a maioria das cesarianas realizadas no Brasil, não são necessárias, e acontecem devido a uma variedade de motivos, entre eles, a desinformação.
O Brasil está passando por um movimento crescente em relação a assistência ao parto, muitos profissionais estão aderindo a este formato de atendimento, trazendo informações de qualidade, baseadas em evidências científicas., respeitando o direito a escolha da mulher.

















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