
Despertar & Nascer

Relato
Por: Alexandra Carneiro
Meu nome é Alexandra, quero compartilhar a melhor experiência da minha vida, que foi ser mãe pela segunda vez!
Sou mãe da Yasmin de 10 anos e agora do Samuel de 02 meses( 12/01).
Minha filha nasceu de 07 meses, tive que fazer cesárea às pressas. Mas confesso que mesmo já sendo mãe eu não tinha muito conhecimento sobre o parto natural.
Eu estava grávida de 34 semanas, quando conhecemos a equipe Despertar & Nascer, tivemos um Workshop de Bençãos em nossa igreja, com um grupo de gestantes e os pais.
Essa equipe maravilhosa nos ensinou tudo o que nós nem imaginávamos sobre o parto natural. Foi muito importante cada palavra, tudo o que nos foi ensinado, colocamos em prática, eu e meu marido! Eu não tinha noção de como deveria me comportar diante de cada contração, eu não sabia que cada contração era meu filho chegando ao mundo. Meu marido aprendeu tudo também, junto com essa equipe maravilhosa, e quando chegou a hora, meu marido me ajudou tanto, me dando palavras de encorajamento para que eu não desistisse, me deu muito amor e carinho, mais que especial em nossas vidas!
Ele lembrou de tudo o que aprendeu, e me ajudou tanto, que meu filho veio ao mundo em 52 minutos! E antes de ir para o hospital, tivemos a ajuda da Dra Dafener, que nos deu todas as direções via WhatsApp, com muito amor e carinho cuidou de nós três, eu, meu marido e meu filho, que estava para nascer.
Quero agradecer a cada uma das meninas dessa linda equipe, Despertar & Nascer, que nos ensinou o quanto é importante o parto natural, tanto para a mãe quanto para o filho, é um ajudando o outro, um momento mãe e filho... Um momento único, que Deus preparou para cada mulher. Muito obrigada!

Relato de Parto
Por: Caroline Smaniotto- Parte 1
Há um ano atrás o dia 09/01/2016 não teve início, ele foi continuação, finalização; o dia 09/01/2016 também não teve fim, ele continuou vivo para terminar hoje, um ano depois (e confesso que encerrar esse dia é bastante difícil). Resolvi esperar um ano para escrever meu relato de parto porque não queria que ele fosse apenas uma história carregada de emoção, esperei acreditando que as emoções se abrandariam e a razão conseguiria resumir melhor esse dia sem início e fim.
A gestação do Benjamim foi nossa segunda gestação e foi diferente em tudo, foi menos romântica (nunca dava tempo para ficar muito tempo olhando a barriga mexer, conversando, acarinhando, sonhando, planejando). O pré-natal também foi diferente, abrimos mão do nosso obstetra de confiança para sermos acompanhados pelo médico da família (esses mesmo dos postinhos de saúde) e por uma grande amiga enfermeira que estava fazendo especialização em obstetrícia. Tínhamos as consultas de rotina no posto (obrigação) e as consultas com a Dafinha ( Dafener Schon enfermeira obstetra) que eram puro prazer e deleite (sempre me faltam palavras para descrever minha gratidão a essa pessoinha tão pequena no tamanho e tão gigante no amor, profissionalismo e compromisso). Mas voltando a gestação, ela foi tão tranquila que quando vimos já estava chegando a hora.
Nosso bebê era grande a apressadinho, no fim de Novembro o médico disse que o Benjamin nasceria no início de dezembro, no máximo fim da primeira semana, sqn. Depois disse que não chegaria ao final da segunda semana, sqn. Na próxima consulta ele disse que não chegaria até o Natal. Nesse ponto me sentia muito cobrada para que nascesse de uma vez. Todos os dias acordava com várias mensagens perguntando como eu estava me sentindo, se estava tudo bem, e eu entendia: “você não fazer esse menino nascer? Você ainda não conseguiu?”, nesse ponto minha ansiedade chegou no ponto máximo e decidimos em conjunto abandonar as consultas semanais. Passou o Natal, passou o réveillon e nada. Até que no dia 06/01, quarta-feira, acordei me sentindo diferente, as contrações de “treinamento” já não pareciam tão de treino, estavam mais frequentes e diferentes. Li alguns relatos falando disso e tive certeza: o dia chegou. O Ale, super organizado, havia instalado um app para controle das contrações e já iniciei o dia fazendo os registros, avisei a Dafinha, o Ale e pedi que não comentassem com mais ninguém, afinal já me sentia muito cobrada, a ansiedade era generalizada e não queria frustrar ninguém com um alarme falso.
A cada contração eu tinha mais certeza que era aquele o dia. Mas para evitar a ansiedade extrema segui com a rotina. Tinha marcado de cortar o cabelo e foi ótimo dar risada e me distrair com o Julio Silveira, sempre muito querido e atencioso; enquanto a tesoura dele trabalhava sentia que as contrações estavam “apertando”. Depois fiz as unhas e mais risada. Me senti tão bem, tão distraída que acabei esquecendo do aplicativo e quando vi, as contrações já não existiam mais. No final do dia nem as contrações de treinamento davam as caras, todo o processo parou como se nunca tivesse existido.
A quinta-feira foi um dia vazio, sem contrações. Sexta-feira era dia de consulta com a Dafinha, a consulta seria lá em casa e como sempre a única exigência era a presença do Ale, além da minha. O Ale nesse dia teve uma dor de dente insuportável e assim que concluímos os procedimentos iniciais da consulta (medir barriga, verificar pressão, ouvir o coraçãozinho) ele não aguentou e precisou correr para o dentista. Ficamos eu, a Dafinha e a Valentina. A Dafinha iniciou perguntando pela “beirada” perguntas do tipo, como você está se sentindo, etc., até que ela soltou: Carol, você está com algum medo? Nesse momento meu coração disparou e ouvi atentamente a explicação dela: eu estava preparada, o Benjamin estava preparado, encaixado, as contrações estavam acontecendo, na quarta-feira o processo inicio e travou, isso normalmente acontece quando a mãe estava com algum medo, enfim, algo que literalmente trava o processo. Eu já estava com 40 semanas nessa consulta, na terça feira completaria 41 semanas, se eu não entrasse em trabalho de parto em alguns dias precisariam induzir o trabalho com soro e ocitocina (morria de medo disso) e ela queria me ajudar a “destravar” o processo. Nesse momento lembro que tentei me controlar para que ela não percebesse o tamanho do meu medo, mas expliquei que o meu maior medo era não conseguir, era não dilatar novamente (o parto da Valentina havia sido bastante difícil por uma série de procedimentos errados) o meu medo em resumo era depois de tanto esperar não conseguir ter o parto dos sonhos e precisar aceitar que todo parto é ruim. Chorei muito enquanto falava, me senti novamente uma adolescente chorando no ombro da amiga (e por coincidência foi no ombro da Dafinha que chorei em vários momentos da adolescência), ela me consolou, me acalmou, me injetou confiança e segurança e ficou acarinhando minha barriga, enquanto a mão dela acarinhava a barriga eu sentia o afago na alma e tenho certeza que o Benjamin também sentiu, as contrações voltaram. Lembro que me segurei para não pedir para que ela ficasse ali pra sempre. Ela precisou ir para casa, o Ale voltou do dentista dopado porque havia tomado uma medicação fortíssima e ficamos eu, a Valentina e o Benjamin. Dei janta para a Valentina, dei banho, subi a escada carregando ela no colo, coloquei na cama, contei uma história e fiquei com ela até que ela adormecesse, as contrações estavam cada vez mais fortes e os intervalos foram se regularizando. Não quis dormir, fiquei com medo de que tudo passasse novamente. Desci e ficamos só nos dois, eu e o Benjamin, tomei banho, jantei e dancei muito, ou melhor, dançamos eu e meu bebezinho. Quem olhasse de fora me acharia louca, mas eu estava transbordando amor e não me importava em ser ridícula, dançamos na sala por varia horas sem música nenhuma, conversamos bastante, tentamos ver TV, desistimos e voltamos a dançar. Quando as contrações aparecia em me acocorava e em uma dela ouvi um estouro e senti a água quente escorrendo. Tomei mais um banho e fui acordar o Ale, já era entre 5h e 6h da manhã, ele ainda estava meio dopado, pediu um café e foi tomar banho, liguei pra Dafinha e esperamos.
O Ale começou a controlar o intervalo das contrações e a medir a linha rubra, quando achamos que era a hora ligamos para Dafinha e ela já estava a caminho. (continua...)

Relato de Parto
Por: Caroline Smanioto-Parte 2
(continuação..) Quando a Dafinha chegou já estava amanhecendo. Eu e o Ale então percebemos que o plano de parto, detalhadamente redigido por nós dois, não estava impresso e detalhe: não temos impressora em casa. Lá foi o Josias, esposo da Dafinha correndo para casa deles para imprimir nosso plano de parto. O Ale aproveitou para ligar para minha sogra vir ficar com a Valentina até ela acordar, conforme havíamos combinado. O Josias voltou, minha sogra chegou e eu decidi que queria ir para a maternidade. Lembro de ter percebido que o Ale ficou aliviado e a Dafinha ficou um pouco receosa (pela linha rubra eu ainda estava com 4/5cm de dilatação e era um pouco cedo para correr o risco de enfrentar uma equipe médica na maternidade e sofrer intervenções desnecessárias); mas eu estava decidida e naquele momento passei a respeitar ainda mais minha amiga pelo respeito que ela teve pela minha decisão e por ter ficado feliz com ela, porque era a minha decisão.
Não lembro de quase nada do trajeto da minha casa até a maternidade, lembro que foi leve, rimos bastante, o Ale dirigindo e contando piada como sempre, a Dafinha gargalhando e me monitorando e eu apaixonada por tudo aquilo. Quando chegamos na maternidade sofri o último episódio de violência obstétrica: a médica plantonista responsável pelo meu acolhimento não deixou ninguém entrar comigo na sala de exames simplesmente porque ela não queria, me mandou deitar na maca, abrir as pernas e pediu licença para me tocar (isso era o mínimo) confirmou a medida da linha rubra 4/5cm de dilatação e mandou (isso mesmo, mandou) a enfermeira dar entrada na minha internação, me mandou esperar no lado de fora. Confesso que fiquei com um certo receio e entendi porque a Dafinha frisou tanto a informação de que eu não deveria entregar o meu plano de parto para médica nenhuma, deveria esperar para entregar nas mãos da enfermeira obstétrica. Fiquei quietinha com o papel dobrado na mão.
Fui encaminhada para o internamento e o Ale e a Dafinha ficaram do lado de fora esperando instruções (nessa altura a enfermeira já havia repassado a informação de que o Ale poderia entrar, mas precisaria esperar uns minutos porque estavam sem pijama na rouparia). Entrei sozinha no CO (Centro Obstétrico) uma enfermeira sorridente e simpática Danubia Carla Nascimento veio aferir minha pressão e colocar a pulseira de identificação, mas eu curiosa como sempre estava mais preocupada em ouvir a conversa daquela medica bruxa (sim, nesse momento meu sentimento de raiva era bastante infantil). Ela estava sentada conversando com outras pessoas do plantão e questionava sobre o número de enfermeiros obstétricos disponíveis para aquele plantão e destilava sua violência “preciso saber pra quem encaminhar as mulheres que vem cheias de ideia, que leram no jornal que essa maternidade é humanizada e acham que podem fazer tudo. Já avisei a Fulana (chefe da maternidade) eu não posso me abaixar para fazer parto, quem quiser ganhar neném comigo é deitada na maca pra que possa ver, comigo parto é do meu jeito.”, pensei e agora, tem como voltar pra casa?
Perguntei bem baixinho e desesperada para enfermeira que me atendia: quem é a enfermeira obstétrica responsável pelo plantão? Ela chamou uma enfermeira loirinha que contra argumentava com a médica bruxa e pensei “ainda tenho uma chance”. Entreguei para ela aquele papel dobrado que continha todo o nosso sonhos, nossos planos, nossa vontade. Ela começou a ler na hora e no meio da leitura chamou outra enfermeira e disse “Esse plantão vai ser especial...” na hora respirei aliviada, ainda podia ser como eu sonhei. Ela se apresentou, disse que o seu nome era Karen Estevam, contou quem era, a quanto tempo trabalhava ali, perguntou quem eu era, nossa história e não me tratou como corpo, me tratou como pessoa.
O Ale entrou e novamente Karen veio se apresentar, nos ofereceu café e perguntou se queríamos ir para o escalda pés. Aceitamos e lá fomos nós 4, (eu, o Ale, o Benjamin e a Dafinha que já estava vestida nos acompanhou até a sala). Enquanto a enfermeira massageava outras mães eu e o Ale caminhamos pelo jardim e parecia que estávamos em uma bolha de amor, aquele era nosso momento. As contrações continuavam e sim, são bastante dolorosas, mas aprendi durante as consultas com a Dafinha que dor não tem nenhuma relação com sofrimento e eu não estava sofrendo, as contrações e a dor do parto não era o foco eram coadjuvantes, o momento era nosso e o sentimento que imperava era o amor.
Recebi a massagem e cheguei a dormir entre uma contração e outra. Saímos de lá depois de algum tempo (o tempo fica relativo durante o trabalho de parto) e voltamos para o CO. A Dafener seguia com o atendimento a outras mãe, a Karen também, mas ela se intercalavam para ver como estávamos e ouvir o coraçãozinho do Benjamin. O Ale ficou comigo o tempo todo, saiu para almoção, mas como o tempo é muito relativo é como se não tivesse se ausentado. Eu almocei e depois do almoço a Priscila se apresentou e disse que também nos acompanharia dali por diante. Assim que ela se apresentou eu pedi para que ela me tocasse (eu ainda tinha a sombra do medo de não dilatar e precisava saber se estava evoluindo) achei que ela estranhou meu pedido, mas disse que se esse era meu desejo tudo bem. Tocou: 7/8cm de dilatação, comemorei, estava evoluindo e estava cada vez mais perto.
Depois de um tempo fiz as contas e comecei a achar que não ia conseguir, estava demorando muito. Chamei a Dafinha nunca canto, acho que foi quando o Ale tinha ido almoçar, lembro que ele não estava perto e por isso me senti à vontade para falar: “amiga não vou conseguir... Avisa os médicos, chama uma cessaria porque eu não vou aguentar, começou a doer muito e não tá dilatando... eu não vou conseguir...” Sentia as lagrimas rolarem. Lembro do olhar da minha amiga, ela secou minhas lagrimas e disse: “é isso aí. Lembra que a gente conversou sobre a fase da negação, ela chegou e é normal. Você vai conseguir. Você se preparou pra isso e é o seu sonho. Você já chegou no meio do caminho, essa sensação de que você não vai conseguir é a certeza que eu tenho que vai dar certo”. E eu me senti encorajada novamente.
Em algum momento a Priscila Nascimento nos ofereceu o chuveiro e nós aceitamos. Sentei de costas para a porta em cima de uma escadinha que a Priscila preparou pra mim (uma escadinha dessas que colocam para subir nas macas) o Ale ficou atrás de mim e a água quente correndo nas minhas costas. Quando vinha a contração eu chamava e ele me massageava, como havia sido desde cedo, ele não me deixou sozinha nenhum minuto e isso me emociona até hoje. Não era meu parto, era nosso, não era minha dor, era nossa, ali naquele banheiro não éramos dois, éramos um só. De tempo em tempo a porta abria, alguém perguntava se estávamos bem, o Ale respondia alguma coisa, a contração voltava, ele voltava a massagear minhas costas, a contração ia e eu dormia. Sim, estava tão cansada que entre uma contração e outra (1 minuto) eu dormia pesadamente com a testa apoiada na parede do banheiro. Em um dos intervalos de contração eu lembro de ter dito “amor, vamos pra casa? Eu quero ver o Show da Luna” ele sorriu e me respondeu “já estamos terminando nega e já vamos pra casa ver o Show da Luna”.
Eu não estava louca, ou estava, o fato que o Show da Luna era o desenho favorito da Valentina na época, ver o Show da Luna simbolizava a tranquilidade do nosso lar e o Ale teve a sensibilidade de entender tudo isso e é por esses outras tantos motivos que sou completamente apaixonada por ele.
Em um determinado momento a Priscila voltou, era hora do procedimento de ouvir o coraçãozinho e ela precisou que eu me levantasse e me virasse, uma parte do equipamento não podia ser mergulhado na água. Os segundos necessários para esse pequeno movimento parecem ter sido eternos devido as fortes contrações. Ouvimos e estava tudo certo com o coraçãozinho. Pedi para ela me examinar novamente, queria saber da evolução. Ela disse que estava sem luva e perguntou se eu mesma não queria fazer e eu fiz (agradeço a Deus por essa oportunidade). Estava lá, eu consegui sentir a cabecinha do meu bebê, eu estava vivendo o meu sonho. Quando eu contei ela me disse que então faltava pouco e eu devia decidir se queria parir ali no chuveiro ou queria voltar para o quarto. Decidi voltar para o quarto.
A Dafinha e Karen me ajudaram a caminhar até o quarto enquanto o Ale foi trocar de roupa (descobri que ele havia literalmente entrado no chuveiro comigo e estava com a roupa encharcada). Chegando no quarto estava em cima da cama uma bola de pilates feijão que eu já havia usado para relaxar em outro momento. Subi na cama e me debrucei na bola. Chamei a Dafinha e disse que lembrava da explicação sobre a vontade de fazer força e disse que eu já estava com esse desejo fazia algum tempo e estava fazendo força a cada contração, também lembrei da explicação do anel de fogo e tinha certeza que conseguia senti-lo, enfim disse que achava que o Benjamin estava nascendo. Em um primeiro momento ela disse que ainda poderia demorar um pouco que era pra eu ficar tranquila, mas vi quando ela conversou com a Karen e está me pediu para colocar um espelho em baixo de mim para conseguir visualizar como estava: “Dafener, cadê o pai?” ela perguntou em seguida e a Dafinha disse que ele estava trocando de roupa “então corre ou ele não vai conseguir ver o filho nascer” e vi as perninhas apressadas da minha amiga passarem correndinho (da posição que eu estava eu só via os pés de quem passava na minha frente”.
O Ale chegou a tempo e lembro do olhar apaixonado e da frase que ele soltou “então chegou a hora amor; é agora!”. E eu já estava sentindo o Benjamin, veio uma contração, fiz força e senti que algo tinha passado (era a cabecinha) a Karen gentilmente perguntou se o Ale queria apoiar o copinho quando ele saísse “é só colocar a mão embaixo da criança, não pode puxar e não precisa fazer nada, é só esperar” ela reforçou e vi que ele concordou, ouvi também ela explicando pra ele sobre a circular de pescoço (cordão umbilical enrolado no pescoço do bebê não mata – ele respira pelo corão – e é bem comum) ela fez a verificação do cordão e estava tudo certo com o colar do meu guerreiro e seguimos em frente; mais uma contração, mais uma força e mais um pedacinho e a cada intervalo o Ale soltava uma frase de carinho, motivação e incentivo. Mais uma contração, mais uma força e mais um pedacinho “só falta o pezinho amor” dizia o Ale e assim foi, mais uma contração, mais uma força e ele estava lá, todinho do lado de fora nas mãos do pai.
Conforme solicitamos no plano de parto não houve nenhuma interferência, depois que o Benjamin nasceu o cordão continuou pulsando, ele veio para o meu colo, foi estimulado com carinho (nada de tapinha) e começou a respirar. O Ale cortou o cordão quando ele parou de pulsar. Em seguida uma nova violência, dessa vez pediátrica: ele já estava respirando quando a plantonista chegou, mas só para provar que tem o poder ela sem conhecer nosso plano de parto e sem nenhum consentimento, enfiou o caninho nas narinas dele, sem nenhuma necessidade, mas estávamos tão apaixonados que esse resolver tolerar.
O Benjamin foi estimulado a sugar e mamou em seguida. Esperamos o nascimento da placenta e nesse momento o Ale que não gosta de sangue estava super enturmado com as enfermeiras tendo uma aula gratuita sobre placenta, bolsa gestacional e períneo.
Os dias na maternidade foram mágicos, o Benjamin era o único bebezinho que dormia bem, não chorava e nem tinha dificuldade em mamar. Eu aproveitava para ajudar as outras mamães no que eu podia, de tanto amor que recebi chegava a transbordar amor. Minha recuperação foi perfeita, não precisei de pontos e/ou qualquer outra intervenção.
Dizem que o momento do nascimento do bebê reproduz o momento da concepção. Tenho plena certeza que o Benjamin foi concebido com muita intimidade, cumplicidade e acima de tudo amor.
Esse dia será eterno para mim, sem princípio meio ou fim, vi que o parto romântico existe sim e defenderei essa verdade até o fim dos meus dias na terra. Vou recontar esse dia para os meus filhos, netos, bisnetos e pra quem quiser ouvir e como eu disse logo depois de parir, o Benjamin vai conhecer esses nomes: Karen Estevam, Dafener Schon e Priscila Nascimento. Minha eterna gratidão a vocês 3 por me permitirem viver meu sonho.

Relato de Parto
Por: Katiuci Zorzi Moronte
Não existe palavra para dizer o sentimento, a sensação, a alegria de trazer um filho ao mundo de forma tão natural, um parto humanizado, como eu quis. O melhor foi ter a ajuda, apoio e suporte de uma equipe de profissionais e amigos que acreditam nisso.
Agradeço a Malu Ribas Lemos e Dafener Schon que me mostraram o que era o parto humanizado, conversaram sempre comigo me tirando todas as dúvidas, contando casos e me incentivando.
Agradeço a Dafener, por ter sido (ser) minha enfermeira obstetriz, que me ajudou desde as primeiras conversas, tirou todas as minhas dúvidas, me mimou, me ajudou a relaxar um pouco a cada contração que tive e que não reclamou por eu quase esmagar seus dedos...😁 agradeço pela tua atenção, carinho e paciência e por ter recebido meu filho neste mundo! [...]